quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Bol, 52 - MANUEL DO NASCIMENTO






Manuel do Nascimento apresentou no passado dia 27 de Abril em Lisboa o seu novo livro “História de Portugal – uma Cronologia”. Editado em três volumes, este livro tem a originalidade de procurar organizar por datas todos os acontecimentos da História de Portugal. Podendo servir como livro de consulta e apoio a estudantes ou simples curiosos, “História de Portugal – uma Cronologia” - também já editado em Francês - deu igualmente resposta a uma antiga pretensão das universidades francesas onde se estuda a História de Portugal.
Este escritor nosso conterrâneo - radicado em França desde 1970 - edita as suas obras em bilingue (Francês e Português)tendo como grande preocupação a divulgação da História de Portugal em França onde como refere a nossa História é praticamente desconhecida. Foi para dar resposta a essa lacuna, nomeadamente os pontos de contacto entre a História de Portugal e a História da França que Manuel do Nascimento tinha já escrito o livro “La Lys – Devoir de Mémoire” que versa sobre a célebre batalha da 1ª Guerra Mundial onde faleceram milhares de portugueses e que foi fundamental na derrota final da Alemanha.

Nascido em Sendim onde frequentou a Escola Primária, Manuel do Nascimento foi muito jovem para Lisboa emigrando posteriormente para Paris. Este nosso conterrâneo cedo desenvolveu uma grande paixão e conhecimento da História de Portugal, sendo frequentemente convidado para efemérides e eventos deentidades oficiais e da comunidade portuguesaem França.
Os seus livros podem ser facilmente adquiridos na FNAC ou directamente ao autor através dos contactos:

Paulo Monteiro













Bol. 52 - FESTAS DE S. JOÃO EM TABUAÇO - 2013


FESTAS DE S. JOÃO EM TABUAÇO
POR Filipe Oliveira

Mais um ano, mais um S. João no nosso concelho... Tem sido assim desde há várias décadas a esta parte, comemorando São João Batista pois é o santo popular predileto fruto da sua eleição como padroeiro de Tabuaço.
(,,,)



“A crença das favas
Era costume, na noite de S. João, antes da meia-noite, as raparigas “casadoiras” colocarem três favas debaixo do travesseiro de dormir. As regras ditavam que uma fava devia estar inteira de pele, outra com a pele pela metade e a outra completamente despida (descascada). Passada a meia-noite, a rapariga havia de ir tirar a sua sorte. Pegava numa fava e assim se ditava a sua sina: se lhe calhasse a fava inteira de pele havia de casar rica, remediada ficava se a mão lhe tirasse a fava com a pele pela metade mas pobre havia de casar se à mão lhe viesse parar a fava despida.”
“Rivalidade Fundo e Cimo de Vila
Pelo S. João, faziam-se antigamente festejos populares e as tradicionais cascatas, muito concorridas pelo povo de cima e pelo povo de baixo. Cada um dos povos gostava de apresentar a melhor cascata e o melhor baile. Num ano, os do povo de baixo foram ao povo de cima e, como os viram a dormir, roubaram a cascata. Houve então pancadaria rija entre os dois povos.”
“A crença do alguidar
Em noite de S. João, enche-se com água um alguidar. Nele hão-de deitar-se pequenos papeis dobrados, onde se escreveram o nome de rapazes ou de raparigas, conforme o caso. Antes que o sol nasça verifica-se o alguidar. O papel que estiver desdobrado há-de ser o par que S. João lhe reserva para casar.”
“A crença da Alcachofra
Na noite de S. João, ao saltar a fogueira com a alcachofra na mão, como aliás manda a tradição, esta há-de murchar. No entanto, se ao outro dia ela aparecer florida é sinal que alguém gosta dessa pessoa, embora ela não o saiba.”












sexta-feira, 2 de agosto de 2013

A Taberna da Isaltina

LOJAS E ESPAÇOS COMERCIAIS DE ANTIGAMENTE

A Taberna da Isaltina
Por Lisete Coelho


             Antigamente, em Sendim, não existiam cafés, mas ainda havia muitas tasquitas ou tabernas, como lhe chamavam nos anos 50.
(...)
            A Senhora Isaltina tinha lá uma tabernita, com todos os produtos da época, mas também tinha bebidas, principalmente os copinhos do vinho, água pé, os pirulitos e alguns petiscos, que eram umas sardinhitas fritas, uns bolinhos ou pataniscas de bacalhau, uns ovos cozidos, etc. Isto mais para quem vinha nas carreiras. Também fazia lá a padaria, cozia pão para vender ao povo e para fornecer às outras tabernas. E vendia sacos e sacos de farelos! Negociava também em castanhas, nozes e batatas. Tinha sempre sacos cheios dessas mercadorias. Também era ali a sua casa de habitação, para ela e os seus 4 filhos. E ainda era lá o “soto”, assim se chamava naquele tempo onde trabalhavam os sapateiros; trabalhava lá o seu filho João e o neto Narciso.
(...)



Boletim 52

BOLETIM 52 - Julho 2013


- LOJAS E ESPAÇOS COMERCIAIS DE ANTIGAMENTE - A Taberna da Isaltina
                                                                                          por Lisete Coelho

- Festas de S. João em Tabuaço
                                                                                          por Filipe Oliveira

- Manuel do Nascimento
                                                                                          por Paulo Monteiro

- Santuário de S. Torcato
                                              Fábrica da Igreja da Paróquia de Santo Adrião de Cabaços

domingo, 14 de julho de 2013

Paredes da Beira - II (Boletins Antigos nº 3)

POR TERRAS DA REGIÃO
Paredes da Beira Cidade do Sol Rodeada de Sete Castelos – II
OUTUBRO DE 1999

Ricardo Costa
Paredes da Beira - Vista Geral

(Continuação do último número)
A Capela dos Santos Mártires é obra e pertença da família dos Azevedos Os restos mortais ou o esqueleto ósseo dos dois santos mártires S. Paulo e S. Félix que ali se encontram em redomas de vidro, foram soldados mortos em Africa e familiares dos Azevedos.
Conta a lenda que vieram numas mulas e ao chegarem em frente do solar pararam e dali não saíram até que aquela lindíssima capela de granito lhe fora construída, todos aqueles rendilhados feitos com tanta perfeição tanto no interior como no exterior e na Cruz que se encontra no cimo do telhado é uma maravilha de obra de arte Há também outra Cruz que se encontra bem guardada e que contém 1771 relíquias dos santos. A tudo isto podemos juntar a fé de todos os filhos desta terra e dos peregrinos que todos os anos continuam a vir de muito longe e em grande número a afirmar a fé nos seus Santos Mártires.

Capela dos Santos Mártires

            Diz a lenda que os bois que transportaram a pedra para a construção da capela não tinham lavrador, iam e vinham da pedreira sem guia, talvez já por milagre dos Santos Mártires.
Quanto ao Solar dos Azevedos deve a casa mais antiga de Pareces da Beira embora já tivesse tido alguns restauros e aumentos, que se pode constatar no interior das lojas. Havia nela uma torre de pedra, ainda hoje se notam vestígios dessa torre e daí lhe veio o nome de Quinta da Torre ou das Pedras e o muro que serve de proteção à cerca e ao próprio solar, foi construído por prisioneiros. Hoje meio destruído no seu comprimento devido à venda da cerca a um agricultor local.

Solar dos Azevedos

Na estrada via Riodades, mais propriamente no lugar da Areite do lado poente, encontra-se uma Anta ou Dólmen e duzentos metros à frente do lado Nascente uma outra que foi totalmente destruída e ainda 200 metros mais a sul num terreno pertencente à Junta de Freguesia encontra-se outra Anta ainda intacta. Há conhecimento de outras neste local, que há muitos anos foram destruídas e no meio delas passava a Estrada Nacional Romana que dava ligação a Coimbra e nas fraldas da serra de Reboredo junto a Soutelo encontram-se duas sepulturas escavadas na rocha.

Anta de Areite

No seguimento da estrada romana, no lugar dos Chãos Redadeiros, por baixo da serra de Sampaio junto ao caminho que dá ligação aos vários moinhos que eram movidos com a água da Ribeira dos Gale­gos, encontram-se as paredes destruídas do que foi uma grande estalagem com muitas divisões que dava apoio e guarida a quem viajava por essa estrada romana.
Paredes da Beira foi concelho durante muitos anos, teve forais desde D. Fernando Magno antes da Nacionalidade, confirmado por D. Afonso Henriques em Dezembro de 1169 e por todos os reis de Portugal até D. Manuel em 1512 e no seu concelho engloba Riodades e Vale de Penela. Teve Paços do Concelho, Cadeia, Forca e Pelourinho, todos os serviços autónomos desse tempo.

Pelourinho

         Falando da Igreja Matriz, é muito antiga e muito bonita, em especial o seu Altar-Mor, todo em talha dourada e teto feito em quadros pintados a óleo representando figuras de santos célebres, obra linda, de rara beleza e de muito valor histórico e artístico. Diz a história que foi edificada numa mesquita dos Mouros e foi aumentada no seu tamanho primitivo tanto na altura como no comprimento. À volta tem o adro da Igreja que antigamente serviu de cemitério, e até no seu interior, depois deste último restauro ainda se podem ver as pedras das sepulturas numeradas. Junto ao adro da Igreja encontra-se novamente o Pelourinho que graças ao esfor­ço feito pela Jun­ta de Freguesia conseguiu reunir algumas das suas peças e proceder ao seu restauro colo­cando-o no seu lugar primitivo.

Igreja Matriz

Conselheiros e Pregão dois nomes de lu­gares que nós conhecemos e desconhece­mos o seu significado. Largo dos Conselhei­ros era o sítio mais propriamente na histórica casa do Veiga num salão onde havia um antiquíssimo Oratório (que ele há anos vendera). Era ali que se reuniam os Conse­lheiros desta terra e depois de terem chegado a acordo sobre as leis discutidas, eram divulgadas ou ditadas ao povo do cimo do Outeiro do Pregão. Da história resulta o batismo dos dois lugares.
Ali, antigamente, também se situava um castelo, nome porque é conhecido esse lugar, e mais ao lado a Buraca da Moira que é uma mina e que segundo a lenda era onde a Moiro guardava o seu tesouro.
Dali a escassos metros só com uma rocha, isto é, escavada na própria rocha há a uma casa que tem a dimensão de um quarto grande e foi habitada. É digna de se ver.
No cimo do Monte situava-se o Castelo-Mor ou da Montanha do qual se vêem vestígios de parte da muralha.
São dignos de menção, o Cruzeiro das Alminhas, que se encontra junto à estrada num cruzamento de caminhos no lugar de S. Eulália que é muito antigo. Há outro mais recente em Rebordinho, do lado direito da estrada via Trevões. Neste último, ainda se notam agumas letras a tinta, mas irreconhe­cíveis. Antigamente, quando se passava a pé ou a cavalo junto dos Cruzeiros, havia o hábito de tirar o chapéu e rezar, hábito que caiu em desuso.
Possuímos também um Cruzeiro situado no lugar com o mesmo nome em que se lê Cruzeiro da Independência 1743 e tem em cada um dos seus oito degraus datas de acontecimentos da História de Portugal.
Presentemente nesse lugar do Cruzeiro foi construído um bairro de casas modernas muito bonitas, um posto de abastecimento e um armazém de frutas.
Há no largo do Loureiro um Cruzeiro a lembrar a Restauração de Portugal e ao lado, a Casa Agrícola do Cruzeiro. Em tempos foi uma das maiores casas agrícolas desta terra, pertencente à família Amado. Há também no largo do Rossio, um Cruzeiro de 1940, que contém na sua inscrição o sétimo centenário da Independência e o terceiro da Restauração.
Há ainda mais dois cruzeiros ou cruzes em pedra, no Santo e Santa Eulália, sem qualquer inscrição.

Relógio

Dos sete castelos de Paredes, dessa valentia de outrora, das várias vitórias e derrotas deste povo guerreiro, das fortalezas edificadas e várias vezes arrasadas e reconstruídas, apenas restam os seus lugares e amontoados de pedras,a lembrar o passado destas gentes. São eles: Castelos de Marganhos, Castelo da Fraga de Alcária, Castelo do Outeiro Alto, Castelo de Reboredo, Castelo Velho, Castelo de Chão de Trovisco e Caselo Mor ou da Montanha Praça de mouros. Este parece ter sido o mais importante, servindo de vigia de toda a região devido à sua localização. Diz a lenda que daqui se podia comunicar com vários castelos, incluindo o Castelo de Cabriz na margem poente do rio Távora, através de sinais, tornando-se assim a forma mais rápida de reunir os seus guerreiros.
Os anos e a história amadureceram seus guerreiros e fez deles gente boa e pacífica e chegam até nós como herança, em vez de sete castelos, sete humildes capelas que hoje podemos visitar, meditar e orar são elas: Santa Eulália, Senhora da Assunção, Mártir S. Sebastião, Santos Mártires, S. Caetano, S. Salvador e Igreja Matriz com S. Bartolo­meu padroeiro de Paredes da Beira.
Tiveram também grande importância na vida dos habitantes de Paredes da Beira as suas fontes e lavadouros. Sendo de salientar aqui as mais antigas. Fonte da Seara de que já falei, Fonte da Lama, Fonte de Vale de Vila fonte e lavadouro de Rebordinho, esta em virtude de novas explorações de água acabou por secar Fonte e lavadouros da Curtinha e do Tanque da Igreja estas construídas em 1 900. As fontes do Santo e a fonte S.Salvador na Portela não têm qualquer inscrição. Esta última é muito antiga.
De solares abrasonados temos o da Quinta dos Azevedos de que já se fez referencia. Há realmente lindas casas algumas já seculares feitas em granito bem trabalhado. Merece destaque a casa que foi da família Nunes (comerciante que fez vida no Brasil). Outras há, embora de menor dimensão, dispersas por toda a freguesia, que são dignas do valor arquitetónico que encerram. Merece especial referência a casa do Clube, que devido á sua lindíssima facha­da ornamenta a sala de visitas ou asseia o Largo da Praça.
Todas estas casas, juntamente com as obras modernas do presente, fazem no seu conjunto, a maravilha de Freguesia que é PAREDES DA BEIRA CIDADE DO SOL.


Pinturas Rupestres - Fraga d'Aia



domingo, 9 de junho de 2013

DA FONTE DA CASEIRA À RUA DO FORNICO - Boletim 51


DA FONTE DA CASEIRA À RUA DO FORNICO
 por: Lisete Coelho








(...)
Os antigos chamavam a esta fonte  Fonte da Caseira; mais tarde chamaram-lhe Fonte Nova. Depois ouvi ainda chamar-lhe Fonte da D. Alzira; e ultimamente voltam a chamar-lhe Fonte da Caseira. Porquê estas mudanças de nomes?!
A minha mãe já me tinha contado algumas coisas, mas eu decidi pesquisar melhor, para ter a certeza da razão por que mudaram várias vezes o seu nome. Pois bem, eu acabei por desvendar todo este mistério…
(...)








(...) 
A essa rua chamam-lhe “Rua do Fornico” e há pessoas que levam para a maldade, mas não é! Dentro da propriedade da D. Silvina foi construído um pequeno forno e por isso lhe chamavam “fornico”, por ser pequeno. Era para uso próprio. Tinha uma porta virada para dentro da propriedade e outra porta virada para a rua, por isso puseram o nome ao caminho: Rua do Fornico.
         Mais tarde quando a Sra. Lila construiu a sua casa, como partia com a estrada e essa Rua do Fornico, aí passaram a chamar-lhe o Quelho da Lila. Esse nome já é da minha lembrança.
         Ultimamente as Juntas de Freguesia começaram a fixar nomes nas ruas e decidiram pôr-lhe o seu antigo e verdadeiro nome: Rua do Fornico.
          (...)








No teu dia S. Silvestre - BOLETIM 51


NO TEU DIA S. SILVESTRE
Por: Jorge Santos

Arcos, freguesia de belos horizontes e de saudosos pores do sol no verão tem no inverno a festa em honra do seu padroeiro, S. Silvestre, precisamente no dia que lhe é devido a 31 de dezembro.
Apesar de não ser tão concorrida como as romarias de verão das vizinhanças, as comissões de festas nomeadas e os seus fiéis devotos teimam em manter viva a festa da aldeia. Assim são muitos os emigrantes que, aos seus pés foram baptizados, e seus descendentes, fazem questão de estarem presentes, outros não podendo vir enviam as sua ofertas. Também, com agrado, se vêem forasteiros de outras freguesias.
(...)



Boletim 51 - SANTA LUZIA

SANTA LUZIA
por José Carlos



Orações à Santa Luzia

Protegei, Senhor, o Vosso povo com a intercessão gloriosa da virgem e mártir Santa Luzia, para que, celebrando hoje o seu martírio na terra, contemplemos um dia o seu triunfo no Céu. Por Nosso Senhor. 

…………………………………………………………………………………………….

Ó, Santa Luzia, que preferistes deixar
que os vossos olhos fossem vazados
e arrancados antes de negar a fé
e conspurcar vossa alma; e Deus,
com um milagre extraordinário, vos devolveu
outros dois olhos sãos e perfeitos para recompensar
vossa virtude e vossa fé, e vos constituiu
protetora contra as doenças dos olhos,
eu recorro a vós para que protejais minhas vistas
e cureis a doença dos meus olhos.
Ó, Santa Luzia, conservai a luz dos meus olhos
para que eu possa ver as belezas da criação.
Conservai também os olhos de minha alma,
a fé, pela qual posso conhecer o meu Deus,
compreender os seus ensinamentos,
reconhecer o seu amor para comigo e nunca errar
o caminho que me conduzirá onde vós, Santa Luzia,
vos encontrais, em companhia dos anjos e santuário.
Santa Luzia, protegei meus olhos e
conservai minha fé.
Amém.







sábado, 18 de maio de 2013

BOLETIM 51


Da Fonte da Caseira à Rua do Fornico
                     por Lisete Coelho

Santa Luzia 
                     por José Carlos

No teu dia S. Silvestre
                     por Jorge Santos

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Boletim 51

O Boletim 51 está a chegar...