sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Como era outrora... A PROCISSÃO DO CORPO DE DEUS - bol. 60

Como era outrora…
A Procissão do CORPO DE DEUS
Por: Maria Lisete Soeiro Coelho Ferreira



Mas que saudade!!!
Ainda há muitos Sendinenses que se lembram, como era linda e Solene a Procissão do Corpo de Deus que se fazia noutros tempos.

O Corpo de Deus era um feriado nacional religioso móvel, que se celebrava na segunda Quinta-Feira a seguir ao Domingo de Pentecostes, 60 dias após a Páscoa. 
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Atrás da Cruzada seguia a Cruz Paroquial e as Lanternas. Por último, o Pálio, abrigando o Senhor Padre com a Sagrada Custódia na mão. Eram 6 homens, das famílias mais importantes, que tinham direito de pegar nas varas do Pálio. (Hoje já nem ricos nem pobres querem pegar nele, apesar de que o Pálio nunca ficou sem ir nas Procissões!) Atrás seguiam as mulheres, que iam todo o caminho a cantar e a rezar. Cada anexa cantava os seus lindos Cânticos. Começava por percorrer as ruas de Sendim, que já se encontravam enfeitadas. Chegando ao Pelourinho já lá estava uma mesa com jarras de flores, castiçais com velas acesas e uma Cruz. Aí o Senhor Padre fazia as suas orações e a Bênção do Santíssimo Sacramento, nesse momento deitavam muitas flores sobre a Sagrada Custódia. 
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Terminada a Bênção, a Procissão seguia em direção à Capela de São Miguel Arcanjo em Paço, passando pela rua do Fornico. Chegando à estrada virava para a direita, vinha até aqui à direção do meu Café Paraíso, que naquele tempo ainda não existia, mas virava numa grande e velha mimoseira que estava ali no largo da azenha. Mais tarde foi cortada, mas os antigos ainda se lembram muito bem disso. Depois seguia em direção à Fonte da Estrada, sempre cantando os: SANTOS ANJOS E ARCANJOS, VINDE EM NOSSA COMPANHIA AJUDAI-NOS A LOUVAR A DIVINA EUCARISTIA… dirigindo-se à Capela de S. Miguel. Quando terminava a Procissão, o Pálio estava cheio de flores das que lhe caiam em cima durante o caminho. 
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IMAGENS DO CORPO DE DEUS DOS ANOS 60 E ATUAIS












sábado, 1 de agosto de 2015

Boletim 60

O BOLETIM 60
está a chegar...


- Como era outrora... A Procissão do Corpo de Deus
          por: Maria Lisete Soeiro Coelho Ferreira

- FESTAS DO CONCELHO, SÃO JOÃO 2015
     Sendim passou e encantou...
           por: Rafael santana

- Festival Diocesano da Canção
          por: Ricardo Cravo

- Encontros e Encontro
          por: Isabel Meyrelles & Manuel do Nascimento

- João Gonçalves Matos
          por: Octávio Formoso Gonçalves

- II Encontro de Concertinas - VILA DE SENDIM
          por: Alexandre  Silva


sábado, 11 de julho de 2015

Lugares da Nossa Terra - GUEDIEIROS - Bol. 59

Lugares da nossa terra


Aldeia
Cabriz
Guedieiros
Sendim
Paço
Bouções


Guedieiros
 por Gustavo Almeida
Gonçalves da Costa alude ao facto de Guedieiros já poder existir como comunidade cristã, organizada em torno do seu templo, durante a monarquia suevo-visigótica devido ao orago da ermida em honra que São Marcos. Isto é, desde a alta Idade Média.



Por sua vez, Almeida Fernandes refere que o topónimo Guedieiros provirá do nome próprio e pessoal de “Viduariu(s)”, e alude ao facto de o foral fernandino-afonsino de Paredes da Beira, desta época, assinalar, nos limites de Paredes e Sendim, o ribeiro então denominado de “Gavielo”, abaixo do actual lugar de Guedieiros, onde se pode ler «per ponte vetera comodo intrat aqua de Gavielo», afluente do “Tavara”, hoje denominado rio Távora.
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Quem visite Guedieiros poderá apreciar diversos sítios arqueológicos como por exemplo as ruínas da Capela de São Sebastião, junto ao rio Távora, os vestígios de uma Villa romana em Vale da Igreja, de uma outra em Pala, de um casal romano em Estercada Velha ou ainda a Necrópole medieval de Baganhos.
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terça-feira, 16 de junho de 2015

A VERDADEIRA VIDA DE S. MARCOS - Bol. 59

A VERDADEIRA VIDA DE S. MARCOS
Por Maria Lisete Soeiro Coelho Ferreira




(texto na íntegra)
O Evangelista São Marcos (João Marcos) era hebreu de origem, foi um dos primeiros discípulos de São Pedro. A mãe de São Marcos, Maria, proprietária de uma casa em Jerusalém, onde os cristãos realizavam suas reuniões, e, segundo os historiadores, teria sido batizado pelo próprio são Pedro, fazendo parte de uma das primeiras famílias cristãs de Jerusalém.
         Ainda menino, viu sua casa tornar-se um ponto de encontro e reunião dos apóstolos e cristãos primitivos. Foi na sua casa, aliás, que Cristo celebrou a última ceia, quando instituiu a eucaristia, e foi nela, também, que os apóstolos receberam a visita do Espirito Santo, após a ressurreição.
         Seu apostolado é intimamente ligado também ao de São Paulo, em Roma, onde desenvolveu um zelo e atividade apostólicos tais, que seu Chefe desejou tê-lo sempre em sua companhia. Em Roma teve São Marcos o prazer de ver os belos frutos, que a prega­ção do príncipe dos Apóstolos produzira, crescendo dia por dia o número dos que pediam o santo Batismo. Durante sua ausência, São Pedro confiou a São Marcos a vigilância sobre a jovem Igreja.
Atendendo ao insistente pedido dos primeiros cristãos de Roma, de deixar-lhes um documento escrito, que contivesse tudo que da sua boca (de São Pedro) ouviram da vida, da dou­trina, dos milagres e da morte de Jesus Cristo, São Marcos escreveu o Evangelho que lhe traz o nome, dos quatro Evangelhos o mais curto e por assim dizer, o mais incompleto; não contém a história da Infância de Cristo, nem o sermão da montanha. São Pedro leu-o apro­vou-o e recomendou aos cristãos que dele fizessem a leitura.
Depois de ter passado alguns anos em Roma, São Marcos pregou o Evangelho na ilha de Chipre, no Egito e nos países vizinhos. As conversões produzidas por esta pregação contavam-se aos milhares. São Marcos trabalhou 19 anos em Alexandria, onde a Igreja chegou a um estado de extraordinário esplendor. Mais tarde, Marcos acompanhou são Pedro a Roma, quando começou, então, a preparar o segundo evangelho.
Nessa piedosa cidade, prestou serviço também a são Paulo, em sua primeira prisão. Tanto que, quando foi preso pela segunda vez, Paulo escreveu a Timóteo e pediu que este trouxesse seu colaborador, no caso, Marcos, a Roma, para ajudá-lo no apostolado. O número dos cristãos cresceu de tal maneira, que para todos terem ocasião de assistir ao santo sacrifício da Missa e à pregação, foi necessária destacar um número de casas bem grande onde se pudessem reunir. Os seus inimigos e de Cris­to, estavam conspirando contra sua vida, e, prevendo uma perseguição, na qual muitos cristãos poderiam não ter a força de perseverar na fé, ausentou-se da cidade. Dois anos durou essa ausência. Ao voltar, havia uma grande festa, que os pagãos celebravam a oferta da vida do Galileu: por este no­me era conhecido o grande evangelista. Imediatamente se puseram a caminho em busca de São Marcos. São Marcos estava celebrando os Santos Mistérios, quando a horda sequiosa do seu sangue, entrou. Prenderam-no colocaram uma corda em volta do pescoço de São Marcos e depois arrastaram-no por toda a cidade. O sangue corria sobre as pedras, e sua carne foi rasgada aos poucos que ele deitou-se sobre o pavimento todo ensanguentado. Após isso, colocaram-no na prisão, onde um anjo veio para consolá-lo. Além desta teve a aparição de Deus Nosso Senhor, da maneira por que muitas vezes o tinha visto durante a vida mortal e disse-lhe: “Marcos, a paz seja contigo”. Es­tas, como as palavras do Anjo, encheram a alma do Mártir de grande consolo e ânimo. O dia seguinte, 25 de abril, foi o dia do martírio. Os pagãos maltratavam-no de um modo tal que morreu no meio das crueldades. As últimas palavras que proferiu foram: “Em vossas mãos encomendo o meu espírito”.




        Os pagãos quiseram incinerar-lhe o corpo. Uma fortíssima tempestade, que sobreveio, frustrou-lhes os planos e forneceu aos cristãos, ocasião de tirar o corpo e dar lhe honesta sepultura, numa rocha em Bucoles.
         Em 815 foram as relíquias de São Marcos transportadas para Veneza, onde ainda se acham. O leão é o símbolo deste evangelista, que inicia seu Evangelho com estas palavras:

“Voz daquele que clama no deserto: Preparai os caminhos do Senhor”


quarta-feira, 10 de junho de 2015

S. Marcos - GUEDIEIROS - Bol. 59

SÃO MARCOS – Guedieiros

Por Maria Lisete Soeiro Coelho Ferreira






         Há vários ditados relacionados com São Marcos, mas aquele que mais se ouve, todos os anos, nas bocas do nosso povo é: “Se estiver frio no dia de São Marcos, não vai haver figos; Se estiver o dia bom, quentinho, vai haver muitos figos!” – O coitado do S. Marcos é que fica com a culpa! Quando está frio nesse dia, toda a gente diz:
         “– O malandro do S. Marcos este ano leva-nos os figuinhos todos!”
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Desde longa data que a festa ao S. Marcos, em Guedieiros, é feita no dia 25 de abril. Após a revolução do 25 de Abril de 1974, esse dia passou a ser feriado Nacional. E desde aí a festa tornou-se mais forte, pois as pessoas que estão fora vêm com mais facilidade.
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FOTOS ANTIGAS











domingo, 24 de maio de 2015

GUEDIEIROS - Imagens do Antigamente - Bol. 59

Imagens do Antigamente...
(Guedieiros)

Fotografia muito antiga



Fotografia atual

Grupo Coral de Sendim - Bol. 59


GRUPO CORAL PAROQUIAL DE SENDIM
por: Ricardo Cravo



O Grupo Coral Nossa Senhora do Pranto nasceu no dia 8 de Abril de 2007, sendo o Pároco desta Paróquia o Sr. Padre Germano.
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Este Grupo também está ligado à recuperação de muitas cerimónias que estavam desaparecidas. No ano de 2014 foi recuperada na íntegra a Festa da Ascensão do Senhor com a tradicional batalha das flores dentro da Igreja. Demos também uma maior importância à Bênção do Pão e da Cera no primeiro fim de semana de Fevereiro e em Novembro à Solenidade do Cristo Rei do Universo. Revitalizou-se o Santuário de Nossa Senhora do Bom Despacho com a recitação do Terço aos Domingos no mês de Maio, sendo que no último fim de semana de Maio faz-se uma Peregrinação de toda a Paróquia com Procissão e Missa Campal acompanhada pelo nosso Grupo Coral. No mesmo Santuário faz-se também a recitação do terço aos Domingos no mês de Outubro e no último fim de semana o encerramento do mês do Rosário. No dia 8 de Dezembro, dia da Imaculada Conceição, também se faz no mesmo Santuário a recitação do terço.
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 Para terminar, não queria deixar de referir que este Grupo está e sempre esteve aberto para receber novos elementos que se queiram juntar a nós para que possamos continuar a crescer e a evoluir ainda mais.