quarta-feira, 8 de novembro de 2017

IV ENCONTRO DE CONCERTINAS DA VILA DE SENDIM - Boletim 68

IV ENCONTRO DE CONCERTINAS DA VILA DE SENDIM
História e importância cultural da concertina

Por: Carlos Cravo




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A concertina tornou-se um elemento fundamental e imprescindível no folclore minhoto. Ao ser substituída pelo acordeão e por outros instrumentos electrónicos começou a perder-se a essência, a alma do folclore minhoto e não só. A ameaça de desaparecimento da concertina colocou um problema sério principalmente ao folclore, sobretudo da região de Entre-o-Douro-e-Minho. É que, sem o toque da concertina desaparece toda a sonoridade que caracteriza a música desta região e tudo se altera, como se o minhoto perdesse a sua pronúncia característica ou a música tradicional passasse a ser interpretada por meio de modernos instrumentos electrónicos. É que, por melhor executada que fosse, o “vira” jamais seria o mesmo!

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Assim, e pelo quarto ano consecutivo, organizaram no 1º domingo de junho (dia 4) o “IV Encontro de Concertinas da Vila de Sendim”.
Mais uma vez reuniu muitos visitantes amigos e apreciadores deste formato musical. Durante a tarde desfilaram grupos mostrando as suas produções musicais com apresentações distintas e diferenciadas. Aliás, este ano o desfile primou pela variedade e diversidade. Desde grupos maiores a solos e duetos, desde grupos com gente mais avançada na idade a grupos de gente muito jovem, desde repertórios tradicionais a outros mais alternativos e modernos com músicas atuais adaptadas à concertina… Enfim, toda esta diversidade enriqueceu este encontro / festival, valorizando a música e este tradicional instrumento.
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XV Feira de Produtos Tradicionais - Boletim 68

XV Feira de Produtos Tradicionais
FIM DE SEMANA CULTURAL
Por: Miguel Carona




Como já vem sendo hábito, no segundo fim de semana do mês julho, ou seja no mais próximo do dia 12, é realizada a nossa “Feirinha”, que não só nos dá a conhecer os produtos da região bem como nos enche de música, cultura e animação, para além disso e o que se festeja nestes dias é o aniversário da elevação de Sendim a Vila.
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Domingo, dia de festa, tivemos então a nossa Feira de Produtos Tradicionais (já na 15ª edição), em que tínhamos cerca de 12 barraquinhas com os mais diversos produtos, de licores a queijos, de tinto a cogumelos… Para animar a tarde e como não poderia deixar de ser, outra Associação Musical da vila atuou perante os presentes,  as concertinas do “Grupo Alto Douro Vinhateiro”. Após as concertinas segue a marcha de S. João que levamos este ano a Tabuaço, não faltou boa disposição a percorrer as ruas até ao Lar!
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ENCONTRO DE BANDAS










ORQUESTRA LIGEIRA DA BANDA DE MÚSICA DE SENDIM







XV FEIRA DE PRODUTOS TRADICIONAIS






GRUPO DE CONCERTINAS ALTO DOURO VINHATEIRO





MARCHA DE SENDIM











terça-feira, 7 de novembro de 2017

UMA HISTÓRIA DE VIDA
Texto escrito por Maria Fernanda Coelho Matos  


Era uma vez uma linda bebé que nasceu às 22 horas em 19/05/1950,  numa modesta casinha na rua Tornos d´Arcos em Aldeia de Sendim.

Ainda pequenita rumou ao Brasil com seus Pais, tal como outros Sendinenses na época, foram à procura de um futuro melhor. Como o meu pai já tinha uma irmã em S. Paulo, foram para lá.
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Contava os dias para chegarem as férias, pois sabia que ia reencontrar em Sendim os meus amigos, todos regressávamos  para lá passarmos o verão.  Organizávamos passeios, bailes, brincávamos, etc. éramos jovens, tínhamos a alegria própria da juventude. Por falar nisso, lembro-me de alguns episódios. Um dia resolvemos fazer um piquenique  na Barragem do Vilar, eu, a Adelaide Aguiar e o seu irmão. Esperamos, esperamos, como nunca mais vinha a camioneta, pois nesse tempo não havia muitos transportes, decidimos ir a pé e lá fomos nós cheios de energia, energia essa contagiante. Chegamos cansados, mas felizes, pois o dia tinha sido compensador.
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Casei em Fátima, pois Nossa Senhora de Fátima era a minha madrinha de batismo, uma promessa de minha mãe, poucas vezes voltei a Sendim em virtude de meu pai ter regressado de França ter-se estabelecido em Moimenta da Beira com a casa de Móveis Matos, e ter lá casa.
Só ia a Sendim enfeitar a campa da minha mãe nos fiéis, pouco tempo estava lá e fui perdendo o contacto com os amigos.
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O meu pai adorava a terra dele, principalmente a sua equipa de Futebol, inclusive ele ofereceu esse equipamento completo para a equipa que marcava o nome do MÓVEIS MATOS, como se pode ver na foto. Ele tinha muitos projetos para Sendim, infelizmente não conseguiu concretizá-los, porque  um ataque cardíaco foi fulminante para a sua partida. Tinha 72 anos…

Um abraço a todos os Sendinenses e votos de muitas felicidades!…


Alexandre “o Aleijadinho” - Boletim 68

Alexandre “o Aleijadinho”
Por: Maria Lisete Soeiro Coelho Ferreira

(texto na íntegra)
Sim, era por este nome que eu sempre conheci o Sr. Alexandre Veiga, porque era paraplégico e arrastava-se para todo o lado. Tinha uns bocados de pneus, presos nos dois joelhos até aos pés e punha as duas mãos no chão. Dizem que foi meningite que teve quando era criança.
Ainda eu era pequena, já o via na porta da Capela de Paço, à saída da missa Dominical, as pessoas ao passar por ele deitavam-lhe umas pequenas moedas para o pé dele e assim recolhia ali uns tostões. Depois punham-no a cavalo no burro para o levarem  para casa.
Todas as feiras de Moimenta, ele ia para lá,  pedir umas esmolas. A mãe ou a irmã levavam-no no burro até à paragem da camioneta; para subir e descer havia sempre gente boa que o ajudava.
Apesar de  andar sempre de rastos, lembro-me dele a traçar uma lenhinha para a fogueira e ainda ia para os terrenos montado no burro e por lá fazia o que podia.
Sendo paraplégico e pertencendo a uma família marcada pelo infortúnio, ou má sorte, mesmo assim o senhor Alexandre foi sempre bem humorado,  dizia ele que era o filho mais feliz que a sua mãe teve.  É verdade ele era inteligente, bem disposto, alegre, cantava, assobiava e sobretudo muito religioso, enquanto pode ia sempre à missa e em casa rezava sempre as suas orações.
Viveu sempre com a sua irmã Alice, e nunca foi preciso ir para o Lar.
Ultimamente, com os seus problemas de saúde e os seus 85  anos  que ia fazer dia 16 de Agosto, não resistiu e no dia 7 de Maio deste ano de  2017 entregou a sua alma a Deus. Entrando no Reino da Glória. PAZ À SUA ALMA.
A revista ARTT dá as sentidas condolências a todos os familiares.

Por: Maria Lisete Soeiro Coelho Ferreira

BOLETIM 68

BOLETIM 68
SAIU EM JULHO DE 2017


- Uma História de Vida
          por: Maria Fernanda Coelho Matos


- Alexandre "o Aleijadinho"
          por: Maria Lisete Soeiro Coelho Ferreira


- FIM DE SEMANA CULTURAL - XV Feira de Produtos Tradicionais
          por: Miguel Carona


- Histórias dos "Abeles" - ENCONTRO DAS ASSOCIAÇÕES MUSICAIS E ETNOGRÁFICAS
          por: Filipe Oliveira


- Apresentação de Baterias - ESCOLA DE SOL
          por: Filipe Oliveira


- Um Sonho de Criança - MARCHAS DE SÃO JOÃO 2017
          por: Maria Lisete Soeiro Coelho Ferreira


- História e importância cultural da concertina - IV ENCONTRO DE CONCERTINAS
          por: Carlos Cravo


- Reabertura do Edifício Escolar - CENTRO CULTURAL DE SENDIM
          por: Ricardo Matos

sábado, 6 de maio de 2017

Boletim nº 9 - Bol. antigos

BOLETIM Nº 9
capa


ENCONTRO DE GRUPOS CORAIS EM SENDIM - Bol. 67

ENCONTRO DE GRUPOS CORAIS EM SENDIM
10º ANIVERSÁRIO DO GRUPO CORAL NOSSA SENHORA DO PRANTO
 Por: Maria Lisete Soeiro Coelho Ferreira



       CLAMOR DE UM CRISTÃO
«Avé Maria!» Uma voz do Céu viera
«Cheia de Graça!» Assim, o Anjo a saudou
«O Senhor é convosco!» O mesmo Anjo, lhe dissera
«Bendita sois vós!» Porque Deus, assim, quisera
«Entre as mulheres!» O Espirito Santo desejou
«Bendito é o fruto!» Que verás morto, na Cruz
«Do vosso ventre, » Ó Virgem, nascerá «Jesus»

«Santa!» Mulher do Povo, quem diria
«Maria!» Teu nome, soa a oração
«Mãe de Deus!» O Espírito Santo te faria
«Rogai por nós!» Virgem Maria
«Pecadores!» Abrasai de fé, o coração
«Agora!» Que só o pecado contém
«Na hora da nossa morte!» Dai-lhe vida eterna.
«Amem.»

                        Poema de Ilidio Coelho





No passado Domingo dia 26 de Março, houve uma festinha na nossa Igreja Matriz. Foi o encontro de vários grupos corais, para festejare o 10º aniversário do nosso Grupo Coral de Nossa Senhora do Pranto, ou Santa Maria de Sendim.
A festa teve início às 15h com a Celebração da Eucaristia. Foi uma linda cerimónia, com  a participação dos grupos Corais de Moimenta da Beira, Tabuaço e o nosso de Sendim. Os  três cantaram maravilhosamente bem e encantaram todos os assistentes, pois a Igreja estava cheia de gente e os cânticos saíam de todos os cantos da Igreja. 
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Por último o grupo Coral que estava no coro desceu e aí os três grupos cantaram juntos com toda a alegria e força,  dando  encerramento às cerimónias religiosas.
De seguida, toda a gente, quem quis ir, se dirigiu para o salão da Junta de Freguesia. Aí  nos esperava um grande lanche, com todos os requintes que nada  lá faltava, não esquecendo o lindo e saboroso bolo de aniversário. Foi a Junta de Freguesia que patrocinou o lanche, à qual agradecemos.
Foi tudo muito bem organizado, ao pormenor, e com muito bom gosto, tanto na Igreja como no lanche.
Parabéns ao Grupo Coral de Sendim, pelo seu Aniversário e pela linda festa que fizeram, que se repita novamente daqui por 10 anos.

Tradições, Usos e Costumes de Sendim - Bol. 67

Tradições, Usos e Costumes de Sendim
Por: Maria Lisete Soeiro Coelho Ferreira

Grandes tradições se perderam ao longo dos tempos…
Uma delas, que eu recordo sempre nesta época da Quaresma, não digo com saudades, porque eu não gostava!

Era precisamente no Domingo de Ramos que ninguém comia hortaliças, de qualidade nenhuma. Diziam os antigos que se comessem hortaliças nesse dia, ia  ser um  ano de lagartas, as couves não se livravam das lagartas e eram comidas por elas.
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 Logo a seguir à Páscoa, ou seja, no dia 1 de Maio, hoje festeja-se esse dia como o Dia do Trabalhador, mas antigamente no dia 1 de Maio, na nossa região: tínhamos várias tradições:
Uma delas era que toda a gente nesse dia tinha de comer castanhas, “para o burro não as montar!” – Diziam os antigos. Quer dizer quem não comesse as castanhas no dia 1 de Maio, eram montados por o burro durante o ano!  Agora só as pessoas antigas é que falam nisso, porque os novos também não conhecem essa tradição.
Mas a maior tradição do dia 1 de Maio, era colocarem em todas as portas e janelas das casas um ramalhete de giestas amarelas, que aí deveria permanecer durante  todo o dia 1 de Maio. Daí veio o nome popular “Dia das Maias", nome esse, mais conhecido entre nós. Uns diziam que era uma forma de afastar os "maus olhados", segundo outros, era para "afastar o diabo" e ainda outros, "contra a fome", isto é, para que haja "sempre fartura", "comida na mesa”, etc.
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